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Presidente moçambicano inaugura fábrica de capitais chineses de grafite
Tempo de liberação:2026-06-05
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A nova unidade fabril, que abriu portas oficialmente no final de Janeiro, pode vir a empregar cerca de 2000 trabalhadores quando a segunda fase do complexo industrial estiver concluída

O Presidente de Moçambique, Daniel Francisco Chapo, inaugurou, a 30 de Janeiro, uma nova fábrica de processamento de grafite no país, de acordo com um comunicado oficial. A unidade é fruto de um investimento do grupo empresarial chinês Jinan Yuxiao Group, avaliado em pelo menos 150 milhões de dólares americanos, segundo a agência chinesa de notícias Xinhua.


Citado num comunicado da Presidência moçambicana, Daniel Francisco Chapo descreveu a nova unidade fabril como “uma das melhores e maiores fábricas de grafite do mundo”, salientando que o projecto resulta de uma visão orientada para a transformação dos recursos naturais em desenvolvimento económico, social, ambiental e humano. A grafite tem diversas utilidades no campo da electrónica, sendo utilizada na produção de baterias para veículos eléctricos e telemóveis, entre outras finalidades.


A Fábrica de Processamento de Grafite da DH Graphite Processing Co. Limitada –entidade controlada pelo Jinan Yuxiao Group – está instalada no distrito de Nipepe, na província moçambicana de Niassa. O complexo opera nas fases de prospecção, extracção, processamento e comercialização de grafite, segundo o comunicado da Presidência moçambicana. A unidade terá uma capacidade anual de processamento de 200 mil toneladas de grafite, de acordo com a Xinhua.


Na cerimónia de inauguração, o Presidente moçambicano afirmou que a entrada em funcionamento da nova fábrica constitui “um verdadeiro acto de afirmação nacional e da soberania económica de Moçambique”, ao permitir que o país deixe de ser apenas exportador de matéria-prima bruta e passe a produzir, transformar e exportar produtos com maior valor acrescentado. Daniel Francisco Chapo saudou a empresa responsável pelo projecto, bem como a comunidade empresarial chinesa em geral, pela confiança demonstrada em Moçambique e pela aposta na produção e transformação local dos recursos minerais.


Já Wu Tao, presidente do grupo empresarial Jinan Yuxiao Group, referiu que o projecto já deu emprego a mais de 800 trabalhadores locais, prevendo-se que empregue mais de 2000 com a abertura da segunda fase do complexo. Citado pela Xinhua, o responsável adiantou ainda que serão implementados diversos programas sistemáticos de formação profissional para elevar as competências dos trabalhadores moçambicanos e contribuir para melhorar os salários e as condições de vida da população local.


De acordo com a Presidência de Moçambique, o facto de a fábrica se encontrar numa zona próxima dos sítios onde existe o minério reduz os custos logísticos, garantindo uma maior competitividade do produto final nos mercados nacional e internacional.

Impacto regional positivo

O investimento global abrange também infra-estruturas que, de acordo com a Presidência moçambicana, terão um impacto regional, ao reforçarem a mobilidade, o fornecimento de energia e a integração económica. Entre estas, estão uma ponte sobre o rio Lúrio, uma estrada de 110 quilómetros ligando Nipepe à província de Nampula e uma linha eléctrica de cerca de 100 quilómetros de comprimento.


A Presidência moçambicana refere ainda que o projecto foi acompanhado de um processo de reassentamento que abrangeu 125 casas, uma escola, um hospital, uma esquadra e uma nova zona residencial moderna, a fim de garantir que o desenvolvimento industrial se traduz em progresso colectivo.


No encerramento da cerimónia de inauguração, o Presidente moçambicano dirigiu um apelo a investidores nacionais e estrangeiros para que apostem na industrialização do país africano, lembrando que Moçambique está determinado em acolher um investimento responsável, sustentável e comprometido com o bem-estar da população.