Durante décadas, o tambaqui (Colossoma macropomum) foi visto como um símbolo quase exclusivo da Amazónia brasileira. Nativo da bacia amazónica, o peixe sempre ocupou papel central na pesca artesanal, na piscicultura da região Norte e na gastronomia local. Essa realidade, no entanto, mudou de forma silenciosa e estratégica nos últimos anos, resultando em uma virada histórica no cenário global da aquicultura.
De acordo com informações recentes, a China ultrapassou o Brasil e assumiu a liderança mundial na produção de tambaqui em volume e exportação.
A ascensão chinesa na produção de tambaqui não ocorreu por acaso. A China aplicou ao peixe amazónico o mesmo modelo que já o transformou no maior produtor mundial de proteína aquícola: planeamento industrial de longo prazo, forte apoio estatal, integração logística e produção em larga escala.
Com isso, o tambaqui deixou de ser um peixe regional para se tornar uma commodity aquícola global, inserida em sistemas produtivos voltados tanto ao abastecimento do mercado interno chinês quanto à exportação contínua.
(Fonte: Alocaarapo, a 27 de Dezembro)


