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China e Angola reforçam parcerias na área da saúde
Tempo de liberação:2026-06-05
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Da visita da Ministra da Saúde angolana à China, em Janeiro, resultou um memorando de entendimento na área da saúde digital com a empresa chinesa Huawei

A Ministra da Saúde de Angola, Sílvia Lutucuta, efectuou em Janeiro uma visita oficial de trabalho à China, com o objectivo de reforçar a cooperação bilateral estratégica na área da saúde. O périplo incluiu deslocações a Pequim e Shenzhen, marcadas por reuniões técnicas no âmbito de visitas a instituições de saúde de referência, empresas tecnológicas e fabricantes de equipamentos hospitalares.


De acordo com vários comunicados do Ministério da Saúde angolano, a visita à China reafirmou o compromisso do Governo de Angola de “reforçar a cooperação sino-angolana, promover a transferência de conhecimento e garantir que os grandes projectos estruturantes do sector da saúde [do país] sejam executados com eficiência, transparência e elevado impacto social, em benefício directo da população”.


Em destaque, esteve o “Projecto de Reabilitação e Ampliação do Hospital Américo Boavida”, na capital angolana, Luanda, com execução a cargo da empresa Sinohydro Corporation Limited, uma subsidiária do grupo chinês de construção de infra-estruturas PowerChina, cuja sede, em Pequim, a delegação angolana visitou.


Segundo o Ministério da Saúde de Angola, a missão à China visou igualmente “identificar soluções inovadoras que contribuam para a modernização, expansão e sustentabilidade do sistema de saúde angolano”.


“A modernização dos hospitais deve caminhar lado a lado com a formação dos profissionais e com a incorporação das tecnologias de informação. Só assim garantiremos mais qualidade, mais eficiência e um atendimento mais humanizado ao cidadão angolano”, afirmou a Ministra Sílvia Lutucuta, na capital chinesa.

Mais formação

Entre as diversas visitas realizadas, estiveram deslocações a empresas tecnológicas chinesas, incluindo à Huawei, em Shenzhen, onde foi assinado um memorando de entendimento no domínio da saúde digital.


O acordo firmado entre o Ministério da Saúde angolano e o grupo chinês estabelece um quadro de cooperação que prevê o apoio à formação de cerca de 38.000 profissionais de saúde do país africano, bem como a realização de mais de 500.000 consultas médicas à distância, ao longo de quatro anos. Segundo um comunicado do Governo de Angola, o documento prevê também a digitalização progressiva de hospitais e unidades sanitárias em todo o território angolano, assim como a implementação de soluções de telemedicina, imagiologia digital e inteligência artificial aplicada à saúde, além da capacitação contínua de quadros angolanos no domínio das tecnologias de informação e comunicação aplicadas ao sector.


Na cerimónia de assinatura do memorando, a Ministra Sílvia Lutucuta sublinhou o carácter estratégico da parceria, frisando o impacto positivo que a adopção de soluções digitais terá na modernização, eficiência e melhoria da qualidade do Sistema Nacional de Saúde angolano. De acordo com um comunicado, a Ministra transmitiu também na ocasião “uma mensagem de amizade e cooperação do Executivo angolano ao Governo e ao povo da República Popular da China, reiterando o compromisso de Angola em aprofundar a cooperação bilateral no domínio da saúde e da inovação tecnológica”.


Em Shenzhen, a Ministra Sílvia Lutucuta visitou também a empresa MicroPort, responsável pelo fornecimento dos sistemas de cirurgia robótica existentes em Angola. De acordo com um comunicado do Governo angolano, o encontro visou reforçar a cooperação técnica e científica entre as duas partes na área da formação de recursos humanos em saúde. Na reunião, foi destacada a necessidade de acções de formação mais intensivas, presenciais e contínuas, a serem realizadas nas instalações da empresa, que se mostrou disponível para acolher profissionais angolanos nas suas unidades de formação em Xangai. O objectivo, segundo a mesma nota, é permitir aos profissionais angolanos a consolidação de competências técnicas antes da prática clínica.


A delegação angolana integrou altos quadros do Ministério da Saúde, directores de hospitais de referência nacional, especialistas médicos, engenheiros civis e electromédicos, bem como representantes da área da fiscalização de obras e parceiros institucionais, entre outros.