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Corredor digital entre China e Brasil acelera transformação dos pagamentos internacionais
Tempo de liberação:2026-05-14
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O corredor digital entre a China e o Brasil atravessa uma fase de forte expansão. Impulsionado pelo crescimento do comércio electrónico internacional e pela ligação cada vez mais directa entre consumidores brasileiros e fornecedores chineses, este movimento vai além das compras online e afirma-se como uma infra-estrutura integrada que liga marketplaces, logística e soluções financeiras.


A combinação de preços competitivos (A combinação de preços competitivos no comércio electrónico transfronteiriço,), avanços tecnológicos e da elevada digitalização dos meios de pagamento no Brasil — com destaque para o Pix — tem acelerado esta relação comercial. O Brasil já figura entre os dez maiores mercados de comércio electrónico do mundo, com uma previsão de receitas de 234,9 mil milhões para 2025 e cerca de 94 milhões de compradores digitais activos, segundo a Associação Brasileira de Comércio Electrónico (ABComm).


Na China, a dimensão do mercado é ainda maior. No primeiro semestre de 2025, as vendas online de bens físicos atingiram 6,12 biliões de yuans, o equivalente a 4,4 biliões de reais. Este valor representa 24,9% de todo o comércio a retalho do país.


Além disso, 70% dos maiores marketplaces mundiais são chineses, enquanto plataformas como a AliExpress e a TikTok Shop continuam a reforçar a sua presença no mercado brasileiro. A China consolida-se, assim, como um dos principais protagonistas do comércio digital global.


A tendência aponta para um aumento contínuo das compras online por parte dos consumidores brasileiros, em múltiplas plataformas. As empresas com domínio dos métodos de pagamento locais, capacidade para operar em várias moedas e atenção às mudanças regulatórias estarão melhor posicionadas para aproveitar este crescimento.


(Fonte: Monitor Mercantil, a 11 de Maio)