O Ministro da Agricultura e Pecuária do Brasil, André de Paula, e o Embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, assinaram recentemente a revisão do protocolo sanitário bilateral para a exportação de miúdos (órgãos e vísceras) suínos. O documento alarga a lista de produtos brasileiros autorizados a entrar no mercado chinês e cria novas possibilidades comerciais para os estabelecimentos habilitados.
As negociações definiram requisitos sanitários e de certificação, bem como as condições que as empresas deverão cumprir para realizar as exportações. Entre os produtos abrangidos pelo protocolo encontram-se estômagos, fígados, corações e rins de suíno, além de pele, cartilagem e ossos.
Segundo estimativas da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), mais de 100 mil toneladas de miúdos suínos brasileiros por ano poderão ser destinadas ao mercado chinês. A expectativa é de que o acesso a este mercado acrescente mais de 100 milhões de dólares norte-americanos às receitas do sector. André de Paula considerou que a medida poderá valorizar a produção brasileira e gerar rendimento e emprego.
O anúncio ocorreu no encerramento de uma auditoria chinesa a estabelecimentos brasileiros. Iniciada a 20 de Setembro, a auditoria incluiu visitas de técnicos chineses a unidades de produção, explorações pecuárias, matadouros e laboratórios oficiais em seis estados brasileiros.
(Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil, a 28 de Setembro)


