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Laboratório sino-brasileiro em Pequim reforça colaboração bilateral na saúde
Tempo de liberação:2026-06-05
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Foi inaugurado em Dezembro passado, em Pequim, o Laboratório Conjunto China-Brasil Cinturão e Rota sobre Microrganismos Tropicais, que resulta de uma parceria entre os dois países liderada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Brasil, e a Academia Chinesa de Ciências.


De acordo com a Fiocruz, a iniciativa conjunta foi impulsionada em 2023, por ocasião da visita do Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, à China. Nessa altura, a Fiocruz e o Centro de Excelência CAS-TWAS para Doenças Infecciosas Emergentes, por meio do Instituto de Microbiologia da Academia Chinesa de Ciências, assinaram um memorando de entendimento para a criação do Centro Sino-Brasileiro de Pesquisa e Prevenção de Doenças Infecciosas (IDRPC), com uma sede física em cada uma das nações. O laboratório inaugurado em Dezembro, no Instituto de Microbiologia da Academia Chinesa de Ciências, constitui a sede na China.


Os planos para o lançamento do IDRPC remontam a, pelo menos, 2017, quando foi assinado um primeiro memorando de entendimento sobre o tema.


Numa intervenção transmitida por vídeo na cerimónia de Dezembro em Pequim, o presidente da Fiocruz, Mario Moreira, referiu que o projecto representa “um avanço na relação bilateral Brasil-China e na cooperação em saúde no âmbito do Sul Global”, com o laboratório a reafirmar “a importância da ciência” e a capacidade de colaboração entre países “em prol da saúde pública”.


Já o cientista George Fu Gao, que dirigiu o Centro Chinês de Controlo e Prevenção de Doenças e esteve envolvido desde cedo na parceria que deu origem ao laboratório, lembrou, na cerimónia de inauguração, a colaboração fundamental entre o Brasil e a China durante a pandemia de COVID-19. O responsável sublinhou a necessidade de dar continuidade ao trabalho conjunto nesta área entre países do Sul Global, face aos desafios actuais.


Segundo a Fiocruz, o IDRPC visa fortalecer a cooperação na área da ciência e tecnologia associadas à saúde, a fim de contribuir para a prevenção e o controlo de epidemias. No Brasil, o organismo funciona no Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fiocruz, no Rio de Janeiro.