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Guiné-Bissau salienta oportunidades geradas por nova isenção de tarifas pela China
Tempo de liberação:2026-06-05
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O Director-Geral do Comércio Externo do Ministério do Comércio e Indústria da Guiné-Bissau, Lassana Fati, destacou o impacto positivo esperado com a futura entrada em vigor da política chinesa de isenção total de tarifas de importação cobrindo 53 países africanos. Para o responsável, a medida representa uma “oportunidade histórica” para a Guiné-Bissau.


Num artigo de opinião publicado no jornal guineense O Democrata, a 1 de Março, Lassana Fati explicou que, durante muito tempo, o acesso limitado a mercados externos e as dificuldades nos canais de exportação estrangularam o desenvolvimento de agricultores e empresas no país africano. A nova política anunciada pela China, referiu, irá permitir que o mercado chinês “responda com precisão às necessidades de desenvolvimento da Guiné-Bissau”, esperando-se um “forte efeito dinamizador para atrair investimentos e impulsionar a economia”.


Lassana Fati considerou, por isso, “essencial” que a Guiné-Bissau agarre firmemente esta oportunidade “sem precedentes”, garantindo que os benefícios da medida alcancem directamente os produtores locais, de modo a melhorar as condições de vida da população guineense.


A política chinesa de isenção total de tarifas de importação aplicável a 53 países africanos entra em vigor a 1 de Maio. De acordo com um comunicado oficial citado pela estação de televisão chinesa CGTN, a China irá, paralelamente, continuar a negociar e a assinar acordos de parcerias económicas. Ao mesmo tempo, o país asiático pretende alargar o acesso das exportações africanas ao mercado chinês através da actualização de diversos mecanismos.


Um desses mecanismos é o chamado “canal verde”, cujo aperfeiçoamento facilitará ainda mais as exportações da Guiné-Bissau para o mercado chinês, segundo Lassana Fati. A iniciativa, afirmou, incentiva o país africano a “acelerar a diversificação da produção e a aumentar a escala e a competitividade internacional das suas exportações”.


O Director-Geral do Comércio Externo do Ministério do Comércio e Indústria da Guiné-Bissau sublinhou ainda o facto de a medida da China não exigir reciprocidade na redução de taxas por parte da Guiné-Bissau. Para Lassana Fati, trata-se de “um apoio económico de grande peso e uma cooperação pragmática baseada na sinceridade, na confiança mútua e no benefício recíproco”.