Os Governos de Moçambique e da China assinaram, em Abril, um acordo de cooperação em Maputo, capital de Moçambique, para construir conjuntamente um Centro Cirúrgico Nacional de última geração no Hospital Central de Maputo, a maior unidade hospitalar do país, de acordo com a agência de notícias Xinhua.
O novo edifício terá oito andares, com uma área total de construção de cerca de 20.300 metros quadrados e capacidade para acomodar 475 camas, segundo o acordo. O centro incluirá 14 salas de operações, serviços de urgências, cuidados intensivos, imagiologia e laboratório, além de espaços de apoio logístico e gabinetes administrativos.
De acordo com a Agência de Informação de Moçambique (AIM), a China irá contribuir com 288,66 milhões de renminbi para a construção do novo Centro Cirúrgico Nacional na capital moçambicana.
O acordo foi assinado pelo Secretário Permanente do Ministério da Saúde de Moçambique, Ivan Manhiça, e pela Conselheira Económica e Comercial da Embaixada da República Popular da China em Moçambique, Xu Weili.
O representante do Governo moçambicano referiu que o novo centro cirúrgico irá contribuir para a melhoria dos cuidados de saúde especializados no país.
“O centro cirúrgico nacional não será apenas um edifício, será um farol de esperança e que vai garantir que todos os que nele sejam atendidos certamente saiam melhor do que entraram”, afirmou Ivan Manhiça, citado pela AIM.
O governante adiantou também que a infra-estrutura será “um pilar fundamental na luta pela melhoria da saúde e da qualidade de vida” dos cidadãos moçambicanos.
“O nosso país tem enfrentado nos últimos anos desafios no que concerne à provisão de serviços de saúde de especialidade, pelo que a construção deste centro cirúrgico representa um passo importante para a superação de muitos destes desafios, muitos destes obstáculos”, acrescentou.
Além disso, realçou o mesmo responsável, o projecto apoiado pela China irá também garantir a capacitação de profissionais de saúde no país, bem como a promoção do uso de tecnologias de ponta e a implementação de práticas inovadoras para o tratamento de pacientes.
“Através deste centro teremos a oportunidade de formar e capacitar médicos especialistas em áreas específicas, enfermeiros, mas também outros profissionais, garantindo que o conhecimento se multiplique e se espalhe um pouco por todo o país”, afirmou Ivan Manhiça, segundo a AIM.
De acordo com a agência noticiosa moçambicana, Xu Weili referiu, aquando da assinatura do acordo, que o apoio a este projecto se insere no quadro da cooperação existente entre os dois países.
“A China e Moçambique têm uma profunda amizade e uma longa história de cooperação no domínio da saúde. Ao longo dos anos, o Governo [da China] tem apoiado firmemente o desenvolvimento da saúde de Moçambique, fornecendo positivamente assistência médica, construção de infra-estruturas, formação de recursos humanos e outros aspectos de cooperação”, disse a mesma responsável.
Segundo a Xinhua, a China e Moçambique gozam de uma parceria de longa data no sector da saúde. A primeira equipa médica chinesa a Moçambique foi enviada em 1976, e, desde então, 25 equipas médicas foram enviadas em missão ao país africano.


