A nova onda tecnológica que começa a transformar a indústria automóvel chinesa, marcada por baterias mais avançadas, veículos definidos por software e rápida disseminação de tecnologia em modelos acessíveis, já começa a produzir efeitos concretos fora da Ásia. E um dos principais destinos dessa expansão global passa a ser o Brasil.
O interesse das montadoras reflete características estruturais do mercado brasileiro. O país possui grande base de consumidores, indústria automóvel consolidada, infra-estrutura logística relevante e posição estratégica para exportação dentro da América Latina. Ao mesmo tempo, a electrificação ainda apresenta amplo potencial de crescimento.
Essa combinação transforma o Brasil em plataforma natural para expansão regional. A produção local permite reduzir custos, contornar barreiras comerciais e acelerar a difusão de novas tecnologias em mercados emergentes.
O avanço simultâneo de múltiplas montadoras chinesas indica uma mudança estrutural no equilíbrio do sector automóvel. A disputa deixa de se concentrar apenas em participação de mercado e passa a envolver o controlo da cadeia produtiva, a velocidade de inovação e a definição do padrão tecnológico dos veículos.
(Fonte: Inside Evs, a 20 de Fevereiro)


